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A área mental e a aptidão médicaPor Edgardo Jorge
É excelente o resultado que qualquer pessoa obtem, ainda mais se for um atleta de elite, ao desenvolver suas habilidades mentais. Sempre há melhoras com o simples fato de treinar e mais nada. Nem falo daqueles que praticam as habilidades mentais como se fossem parte complementar dos treinamentos. Por exemplo: Lance Armstrong e Jhonny G (que foi campeão de ultra distância, participante do cruce dos Estados Unidos que numa só etapa percorre mais de 7.000 quiilometros; ele é o criador do método spinning).
Algumas dessas habilidades referem a:
-Focalização: Mesmo em treinamentos para competências técnicas, de carácter e da atitude.
-Concentração: é programar, encontrar as forças, colocando tudo a serviço do seu objetivo. Fornece eficiencia funcional, evita a catástrofre fisica e/ou emocional assim como a dispersão, tanto em treinamentos duros como na carreira.
-Confiança: manifiesta-se naturalmente quando estamos planificados e contidos, com tudo que nos propoe a preparação física e emocional, incluindo: situação familiar, trabalho, estudo, relações sociais, forma de vida e nossa atuação no meio de modo orgânico.
-Motivação: É obtida ao observar, sentir e comprovar a evolução, atingindo os objetivos propostos. Pegando os pontos de referência que revelam a progresão. Também é desenvolvida com forças mentais e/ou emocionais que podem originar da identificação com atletas, animais, guerreiros, familiares e conhecidos; inclusive deuses. A motivação também pode surgir de fatos importantes em nossas vidas ou de vivencias que nos tem marcado, positiva ou negativamente, como crisis, frustrações, perdas, doenças, dores físicas ou estados emocionáis. Isto é muito amplo e cada pessoa é diferente; onde os estímulos estão em constante movimento e são totalmente individuais. A arte de guiar, seja externo ou interno, será observar e saber em qual direção voa a ave branca que está a cima da nuvem, pra informar seu destino.
-Meditação: Aponta à relação, à revelação de informação de riquezas ou de carencias, ao permitir aliviar nossas cargas, esvaziar a sacola para deixá-la pronta para receber. Abre-se a mão, solta-se o que há e coloca só aquilo que queremos. Com ela pode-se despejar e branquear a mente; é como limpar o terreio do mato, é ordenar nossas habitações internas. Precisa-se de algum guía mestre para começar e logo o caminho é proprio. Escapa à ciência e funciona muito bem.
-Contemplação: É assistir-se do lado de fora e sentir o corpo, imaginando o que vai acontecer. Somos o observador e também o observado, vê-se o todo de diferentes ângulos e tem que se usar diferentes prismas: mente, corpo, psíque, , espírito, coração e alma. O contato com os sentidos é um bom treinador para habitar o espaço, evitando o choque que produz o âmbito subjetivo ou uma experiência não prevista.
-Reflexão: Aponta à correção e a aprendizagem, não só do físico e específico da exercitação de treinamentos e corridas. É muito útil para aprender como pegar desvios, para nos conhecer e melhorar, para logo depois corrigir no plano fisico e no emocional.
Todas essas técnicas são muito variadas e criativas; são de filosofias diversas que coincidem em muitos pontos. Eram importantes na época das guerras, nas lutas corpo a corpo e nas disciplinas orientais, onde se tem muito poucos recursos fisicos, e o grande guerreiro usa fundamentalmente sua capacidade mental.Hoje na preparação do esporte de qualidade é um erro não incluí-las. Essas capacidades estão sempre em nós, só que as potenciamos quando as exercitamos e assim não ficam adormecidas.
Área de aptidão médica
Antes de aplicar essas técnicas de treinamento deve-se realizar o exame anual médico clínico. Jamais deve-se esquecer esse requisito básico para iniciar um treinamento de exigência. O médico é quem indica e autoriza a posibilidade de realizar atividade fisica em ciclismo, pelo qual deve estar informado do esforço que vamos ter (tempo, distância e geografia).
O requisito é tanto para principiantes como para profissionais. Lembrem-se que exigiremos ao corpo um nível de estress maior do que o normal de treinamento; o que implica claramente uma pré-adaptação a esses níveis durante o treinamento.
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